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Metalúrgicos da Grande Curitiba paralisaram suas atividades em protesto contra cortes de direitos e pela retomada econômica

SMC

Ação integra paralisação nacional que ocorre hoje com a participação de dois milhões de metalúrgicos e que é organizada pelas Confederações, Federações e mais de 500 Sindicatos da categoria
Mais de 30 mil metalúrgicos da Volvo, Volkswagen, Renault, CNH, Bosch, WHB, Brafer, Aker Solutions, Trox, Brose, Perkins, Trutzschler, Ibratec e de empresas do Parque Industrial de Curitiba (PIC da Audi) cruzaram os braços hoje, pela, manhã, para protestar contra as ameaças de cortes nos direitos e para exigir do governo mais agilidade nas medidas de reaquecimento da economia. As ações, que são lideradas pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, fazem parte da campanha nacional “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!”. O “Dia de Unidade de Ação Metalúrgica em Defesa dos Direitos e da Aposentadoria”, paralisação geral que reúne mais de 2 milhões de metalúrgicos, e que ocorre hoje em todo o país, é organizado por mais de 500 Sindicatos de metalúrgicos do Brasil, ligados à Força Sindical e demais centrais sindicais.

“Com essas paralisações, os trabalhadores mostram seu descontentamento com as propostas do governo que cortam direitos trabalhistas e sociais com a desculpa de que essas medidas acabarão com a crise. Uma falácia das brabas. Retirar direitos não vai ter efeito nenhuma na economia. O que precisamos é de juros e impostos mais baixos e de medidas que fortaleçam a renda e o crédito para o trabalhador. Essas ações é que irão tirar o Brasil do buraco”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka.

Protestos continuaram à tarde, com os trabalhadores do 2º turno da Renault, Bosch, Aker Solutions, WHB e das empresas que integram o PIC da Audi.

Campanha “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!” toma o País

Além da participação nos protestos e manifestações, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e a Força Sindical, também intensificam em todo o país, desde o dia 05 de setembro, a campanha “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!”, com o objetivo é fomentar uma intensa campanha de comunicação não somente nas fábricas, mas também junto à população em geral, para alertar sobre as propostas do governo e do Congresso que ameaçam direitos e para pressionar por medidas que acelerem a economia e a geração de emprego, sem atingir os direitos dos trabalhadores.

Dessa forma, uma série de outdoors, frontlights e busdoor forma instalados em nove grandes capitais do País e importantes centros urbanos, totalizando 16 cidades: Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Catalão, Anápolis, Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Brasília, Maringá, Londrina, Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu.

Medidas defendidas pelos metalúrgicos para a retomada da economia

1) redução dos juros;

2) redução dos impostos para incentivar a atividade produtiva e o consumo;

3) ampliação do crédito;

4) programa de renovação da frota;

5) valorização do salário mínimo, das aposentadorias e da renda, visando aquecer o mercado interno;

6) auditoria cidadã da dívida pública brasileira;

7) correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação.

Medidas defendidas pelos metalúrgicos para a Previdência Social

1) revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas;

2) revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;

3) venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis acarretaria uma arrecadação de R$ 1,5 bilhão;

4) fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro;

5) criação do Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência;

6) melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade ;

7) revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio, que hoje é isento;

8) destinar à Seguridade/Previdência as receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar.