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17º Encimesp discute as ameaças à segurança e à saúde

Fonte: Assessoria de Imprensa

Foto: Box Mídia TV

Cerca de 100 cipeiros e cipeiras metalúrgicos participam do 17º Encimesp (Encontro de Cipeiros Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes). O evento, organizado pelo Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador (DSST), do Sindicato, começou nesta quarta-feira (27), no Centro de Lazer da Família Metalúrgica, em Praia Grande.

 O diretor Luís Carlos de Oliveira, o Luisinho, coordenador do Departamento, destacou a importância do tema do encontro: “O cipeiro e os programas de prevenção. Por que o trabalhador deve participar?”

“Hoje, observamos muitas notícias nos telejornais falando sobre acidentes de trabalho. Cito,  por exemplo, o desastre de Mariana, o debate sobre o uso de amianto nas fábricas e, o mais grave,  a nova lei trabalhista que entra em vigor em novembro e irá trazer um grande risco às mulheres gestantes e lactantes, que poderão trabalhar em locais insalubres. Por isso, a Cipa é importante e a prevenção para a segurança do trabalhador deve, mais do que nunca, receber atenção especial”, afirmou Luisinho.

A diretora financeira, Elza Costa, disse que muitas empresas melhoraram as condições dos ambientes de trabalho, mas só estão nesse patamar pelo trabalho árduo dos cipeiros. “Isso mostra o tamanho da responsabilidade dos cipeiros em fiscalizar e ajudar a prevenir problemas graves ligados à saúde do trabalhador”.

Elza também destacou o trabalho parlamentar do deputado federal  Paulinho da Força em defesa do trabalhador, e para que esta reforma tão impopular não acabe com os direitos trabalhistas que foram conquistados com muita luta.

O diretor Xepa, coordenador do Centro de Referência e Atenção à Saúde da Família Metalúrgica, disse que com a reforma trabalhista surgirá um novo movimento sindical, mais forte, unido e com garra para lutar pelo trabalhador. Ele também falou que não é fácil ser da Cipa e dizer para a empresa que a máquina não está em condições de uso. “É preciso ter visão dos riscos e agir antes. O cipeiro pode tomar providências mesmo se for barrado na sua ação e acionar os técnicos de segurança e o Sindicato”, disse.

Eufrozino Pereira, secretário-adjunto da Secretária Estadual do Trabalho,  disse que o movimento sindical tem o dever de estar ao lado do trabalhador e que os trabalhadores têm que entender o trabalho desenvolvido pelo Sindicato e estar junto na luta pela dignidade e saúde do trabalhador.

“Nos últimos anos, ocorreram muitos acidentes e doenças no setor metalúrgico, grande parte fatal”. Segundo Pereira, é mais fácil para os patrões observar a produção do que observar a segurança de seus trabalhadores. Pereira disse que, antigamente, não se ligava a doença do trabalhador às condições do ambiente de trabalho e tratar a doença era a ação principal. Com o tempo, foi-se verificando a importância da adequação do trabalhador ao trabalho e a ação principal passou a ser a prevenção, mesmo assim, muitas empresas não reconhecem essa relação e não dão aos cipeiros o devido reconhecimento pelo trabalho prestado.

Tadeu Morais, vice-presidente, falou da falta de prevenção no desastre de Mariana (estouro da barragem da Samarco) e no risco dos trabalhadores. Enfatizou que o trabalhador tem que estar ao lado do Sindicato neste momento que o país está atravessando, pois com a reforma trabalhista muitas mudanças irão ocorrer e para lutar contra tudo isso o Sindicato tem que estar forte e ter o apoio dos trabalhadores.

“Para ter um Sindicato forte e estruturado precisamos do trabalhador ao nosso lado, dos jovens, lutando pelas causas trabalhistas, pois o futuro da classe depende da união e conscientização de todos”, afirmou.

  O diretor Rodrigo de Morais falou sobre a segurança nos locais de trabalho e também sobre as lutas diárias travadas pelo Sindicato em prol do trabalhador. “Não há como o trabalhador avançar sozinho, precisamos pensar além do que diz a lei, que muitas vezes não é cumprida pelas empresas. Precisamos da união, de um trabalho coeso entre o movimento sindical e os trabalhadores, só desta maneira conseguiremos lutar contra esta reforma que veio para degradar nossos direitos que com muito suor e luta foram conquistados”, afirmou.

Participaram da abertura do evento os diretores: Sargento, Ceará, Valdir, Maurício Forte e Jamanta e também os dirigentes da equipe técnica Adonai Ribeiro, Bruno Oliveira e Francis Braz.

Mais debates
O 17º Encimesp continua nesta quinta-feira, 28, com palestras sobre a atuação estratégica dos cipeiros, o papel dos profissionais de segurança e saúde, a atuação sindical na luta contra a reforma trabalhista. O encerramento será nesta sexta-feira.

Para o presidente do Sindicato, Miguel Torres, o Encimesp é um evento fundamental para o Sindicato promover ações em parceria com cipeiros e técnicos de segurança para  melhorar as condições dos ambientes de trabalho e prevenir doenças profissionais e acidentes de trabalho.

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