A Força Sindical manifesta sua indignação contra a prisão do diretor nacional de mobilização da Central, Nelson Silva de Souza, Nelsão, durante os protestos na Br-277, em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, no dia 14. Hoje (dia 22), a Força Sindical do Paraná fará novo protesto em frente à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.
“A prisão não condiz com o regime democrático. Os trabalhadores estavam lutando apenas pelo seu direito de exigir um caminho mais curto para o trabalho. Ninguém ignora o estresse que a classe trabalhadora passa, com o tempo gasto no trânsito. Este estresse resulta em uma série de doenças que poderiam ser evitadas com o atendimento de reivindicações desta natureza”, afirma João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
“A direção nacional da Central”, enfatiza Juruna, “ se solidariza com o diretor Nelsão, com a Força Sindical do Paraná e informa que intercederá junto ao ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça, e denunciará o caso aos organismos de direitos humanos nacionais e internacionais e à OIT (Organização Internacional do Trabalho), além da CSI (Confederação Sindical Internacional) e CSA (Confederação Sindical das Américas)”.
Entenda o caso
O dirigente sindical e o pastor Divino Cruz estão presos há uma semana e foram indiciados por cinco crimes tipificados no Código Penal por reivindicarem a construção de uma trincheira ou viaduto para beneficiar a população da região que utiliza a rodovia para ir trabalhar em Curitiba.
O bloqueio foi feito pela concessionária Rodonorte há cerca de seis anos, quando assumiu a rodovia. Quem segue em direção a Curitiba, tem que ir até o centro de Campo Largo e rodar 12 km para conseguir entrar na rodovia sentido capital.
A Rodonorte, responsável pela administração do trecho da BR-277 entre Curitiba e o interior do estado, obteve um interdito proibitório para impedir o protesto programado para o último dia 14 na altura do km 110 da rodovia, em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba.
Mesmo assim, aproximadamente 500 manifestantes se reuniram no local prometendo fechar a BR. A polícia foi até o local e prendeu várias pessoas. Liberou cinco, mas manteve presos o diretor da Força Sindical, o Nelsão e o pastor Divino.