Avaliamos que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta, 18 de março de 2026, acertou no remédio, mas errou na dosagem, ao reduzir a taxa de juros selic em apenas 0,25 ponto porcentual. A queda é muito tímida.
A taxa que passou agora para 14,75% ao ano continua muito alta e exorbitante.
O corte na taxa de juros é insuficiente para injetar mais ânimo na economia e fortalecer o consumo e geração de empregos de qualidade. Mantendo a taxa selic em patamares estratosféricos, o Banco Central irá prejudicar as negociações das categorias nas campanhas salariais nesse primeiro semestre.
Vale destacar que o movimento sindical, constantemente, tem-se manifestado totalmente favorável a uma queda drástica na taxa selic.
A redução da selic anunciada é muito tímida. Os trabalhadores almejam uma queda drástica na taxa de juros. A taxa selic continua proibitiva, e o Brasil perde outra chance de apostar na produção, no consumo e na geração de empregos.
Vale destacar que juros altos sangram o País e inviabilizam o desenvolvimento. O pagamento de juros, por parte do governo, consome e restringe consideravelmente as possibilidades de crescimento do País, bem como os investimentos em educação, saúde e infraestrutura, entre outros.
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
