Máquina agrícola quer taxa maior para importar

As exportações do setor de máquinas e implementos agrícolas renderam US$ 1 bilhão em 2011, com alta de 21% em relação a 2010. O que poderia ser uma boa notícia para a indústria é visto como uma grande preocupação.

Embora cresçam, as exportações vêm subindo em ritmo lento. Já as importações têm crescimento acelerado. As compras externas somaram US$ 583 milhões no ano passado, 47% mais do que em 2010. Nos últimos cinco anos, a alta é de 592%. As exportações cresceram 114%

Em vista desse avanço das importações, a indústria reivindica a elevação da taxa de importação para 35% para as máquinas e equipamentos agrícolas. Essa taxa valeria para as importações de máquinas similares às produzidas no país. A taxa média atual é de 14%.

Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, afirma que essa elevação da taxa é importante para igualar a tributação entre produtos brasileiros e estrangeiros, devido ao “custo Brasil”. Além disso, a taxa atual do câmbio favorece o lado das importações.

A indústria de máquinas e equipamentos agrícolas -sem incluir as de tratores e colheitadeiras- é composta por 410 empresas de pequeno e médio portes.

Um desses sinais do avanço das importações brasileiras é a comemoração das industrias norte-americanas. Elas informaram na semana passada que o Brasil está na quarta posição entre os maiores importadores desses produtos dos Estados Unidos.

Incluindo todos os tipos de máquinas e equipamentos agrícolas, os brasileiros importaram o correspondente a US$ 517 milhões em 2011 no mercado dos EUA, 53% mais do que em 2010, segundo a AEM (associação do setor). As exportações garantem o emprego dos norte-americanos, afirma a entidade.

O faturamento total da indústria brasileira de máquinas e equipamentos chegou a R$ 10 bilhões no ano passado, 34% mais do que em 2010, segundo a Abimaq.