Os trabalhadores da Fameq encerraram nesta sexta, 14 de outubro, o acampamento de 17 dias na unidade da Keiper, em Mauá, em ação liderada pelo Sindicato, que garantiu o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores.
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Os trabalhadores da Fameq e da Keiper, com sua mobilização, conseguiram uma grande vitória na Justiça e vão receber as verbas rescisórias e a multa do FGTS devidas pelas empresas. Com essa conquista, os trabalhadores desmontaram o acampamento montado há 17 dias na fábrica da Keiper em Mauá.
O pagamento foi garantido em audiência ontem, depois que a 1ª Vara do Trabalho de São Roque desbloqueou uma verba de pouco mais de R$ 7,2 milhões da Volkswagen, envolvida na ação. O dinheiro será utilizado para quitar integralmente as verbas rescisórias dos cerca de 200 demitidos da Fameq de São Paulo, e rateada, de forma proporcional, para pagar a multa do FGTS de todos os demitidos da Fameq e das fábricas da Keiper de Mauá, Araçariguama, Ribeirão Pires e São Bernardo.
O secretário-geral do Sindicato, Arakém, comandou a assembleia hoje na Keiper e deu a boa notícia aos trabalhadores. Um sentimento de alívio e alegria tomou conta de todos, que se confraternizaram e fizeram uma oração de agradecimento.
Segundo Arakém, o Sindicato vai fazer a homologação das rescisões dos contratos de trabalho dos trabalhadores da Fameq, que vão receber as guias de saque do FGTS e do seguro-desemprego.
Arakém informou ainda que a Jonhson Controls, de São Bernardo, que não tem dívidas com os trabalhadores, mas tem ferramental/moldes na Keiper de Mauá, decidiu doar cestas básicas por três meses para os mais de mil trabalhadores de todas as fábricas da Keiper, incluindo a Fameq, que foi comprada pelo Grupo bósnio Prevent, controlador da Keiper.
Ainda falta
A luta, porém, não acabou. Os sindicatos metalúrgicos de São Paulo, Santo André e Mauá e Sorocaba, envolvidos na luta, vão acompanhar toda a quitação e brigar pela diferença da multa do FGTS devida aos trabalhadores.
“Foi uma vitória importante, que serve de referência para todo o movimento sindical. Os direitos dos trabalhadores são sagrados e não abrimos mão. Por isso, a luta continua, contra as reformas trabalhista e previdenciária que tiram direitos”, afirmou Miguel Torres, presidente do Sindicato, da CNTM e vice-presidente da Força Sindical.
Apoio
O secretário-geral Arakém esteve no acampamento todos os dias. Os assessores Marquinhos, Dicá, Bispo e Adelmo passaram os 17 dias do acampamento com os trabalhadores, que se revezaram no dia a dia. Além de toda a assistência jurídica, o Sindicato forneceu as barracas e as refeições diárias e organizou todas as ações que chamaram a atenção da sociedade e da Justiça para o problema dos trabalhadores, que da noite pro dia perderam seus empregos e nada receberam.
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Trabalhadores descontam as barracas do acampamento
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