
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na terça-feira, 3/3/2026, que a proposta para o fim da escala 6×1 seja construída por negociação direta entre trabalhadores, empresários e governo.
A declaração ocorreu durante a abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo. O evento reúne representantes até quinta-feira para discutir políticas laborais.
Segundo o presidente Lula, o diálogo prévio entre trabalhadores e empresários pode produzir resultados mais equilibrados. Dessa forma, o Congresso analisará uma proposta construída coletivamente pelas partes envolvidas.
Além disso, o presidente alertou que decisões sem negociação podem gerar conflitos posteriores. Por isso, ele defendeu acordos prévios para evitar disputas judiciais na Justiça do Trabalho.
“É melhor construir negociando do que aceitar algo pronto vindo do Congresso e depois recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou o presidente.
Lula também ressaltou que o governo pretende atuar com equilíbrio nas discussões. Assim, a proposta deverá considerar simultaneamente os direitos dos trabalhadores e a estabilidade econômica.
“Nós não iremos pender para um lado. Não queremos prejudicar trabalhadores nem provocar prejuízos à economia brasileira”, afirmou o presidente durante o encontro.
Reivindicação histórica do movimento sindical
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, destaca que a redução da jornada representa uma reivindicação histórica do movimento sindical.
Segundo ele, diminuir o tempo de trabalho melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e amplia a geração de empregos, fortalecendo a economia e o desenvolvimento social.
“A luta pela redução da jornada é histórica e necessária. Os trabalhadores produzem cada vez mais e precisam de melhores condições de vida, descanso e convivência familiar”, afirmou Juruna.
A II Conferência Nacional do Trabalho busca estabelecer diretrizes para promover o trabalho decente no Brasil. O encontro também fortalece o diálogo social entre trabalhadores, empresários e governo.