Fale com o Presidente Miguel Torres
11 3388.1073 Central de Atendimento 11 3388.1073
Logo 9ª Copa Tabelas Completas
Pontuações Jogos Realizados
Luta Sindical

Quem Somos

A história do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo coincide com o fim da oligarquia rural cafeeira e com o início do processo de industrialização do País, quando, no começo da década de 30, começam a tomar vulto os movimentos operários e populares. Ligados a um setor industrial ainda em fase de crescimento, os metalúrgicos passam, então, a reorganizar suas associações, retomando os movimentos grevistas e voltando a reivindicar melhores condições de trabalho e aumentos salariais.

Num momento de intensa mobilização do Pais, surge no dia 27 de dezembro de 1932, às 20 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que em poucos anos se tornaria a maior e mais poderosa entidade sindical da América latina. Naquela noite, no número 10 da rua Venâncio Aires, na Lapa, cerca de 100 trabalhadores do grupo da Água Branca – da Metalúrgica Matarazzo – e do grupo do Brás – principalmente da Fundição Diez – se reuniram, em assembléia, para aprovar os estatutos da nova entidade que seriam registrados no Ministério do Trabalho.

O Sindicato, porém, só passaria a ser legal em maio de 1933, já com o apoio de metalúrgicos da Fundição Pecoraro, Cofres Bernardini, Manoel Cheneco, Fábricas de Armas Assunção, AS Ciclope e Fábricas de Cofres Irmãos Corrêa.

Os primeiros meses de vida do Sindicato foram bastante duros. Os empregadores continuavam a demitir líderes trabalhistas e os metalúrgicos não se arriscavam a filiar-se a entidade, temendo represálias políticas e policiais. Com o pequeno número de filiados, a entidade enfrentava enormes dificuldades financeiras que comprometiam sua própria sobrevivência. “Os diretores e sócios eram obrigados a tirar dinheiro do próprio bolso para pagar as pequenas despesas do sindicato,” recorda Armando Suffredini, um dos fundadores e ex-presidente da entidade. “Os que acreditavam na nossa entidade iam trabalhar à noite na sede, depois de batalhar o dia inteiro dentro das fábricas.”

1932
A Primeira Diretoria do Sindicato
Presidente: Vicente Guilherme
Secretário: Mário Chiarione
1º Secretário: Guernerio Igne
2º Secretário: Armando Suffredini
1º Tesoureiro: João Martins Berra Filho
2º Tesoureiro: Sétimo Ranieri
A primeira sede do Sindicato ficava na Praça João Mendes. Em 1934, as instalações do sindicato são transferidas para o Palacete Santa Helena (no Largo da Sé) e, em novembro de 1954, para a rua do Carmo, 171, no Centro.

 


Primeiras Campanhas

Um dos personagens de outros tempos não menos heróicos, Hermeto Mendes Dantas, ex-diretor da entidade em quatro administrações e ex-presidente da Associação dos Aposentados Metalúrgicos de São Paulo, lembrava, com orgulho, do idealismo que sustentava o trabalho dos pioneiros do sindicato: “Aqueles homens trabalhavam de graça, levavam boletins de madrugada às portas das fábricas, convidavam os operários para a assembléia, debatiam seus problemas, defendiam os companheiros demitidos e ainda enfrentavam a polícia.”

Em 1934, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo começou a se articular com o movimento sindical em torno de algumas reivindicações. Filiados à Coligação dos Sindicatos Proletários de São Paulo, os metalúrgicos engrossaram a campanha dos trabalhadores pela criação de uma caixa de aposentadorias e pensões, a principal reivindicação na época. A vitória veio dois anos depois, com a criação do Instituto de Aposentadorias e Pensões, como relata a professora Maria Helena Simões, em sua tese de mestrado sobre a história do Sindicato, defendida em 1979 na USP.

A atuação dos metalúrgicos tornou-se, então, decisiva tanto na luta pelos direitos dos trabalhadores – jornada de oito horas diárias, férias remuneradas, seguro social e salário mínimo, entre outras reivindicações – como na resistência ao fascismo que ameaçava o País. Em 1935, a campanha pelo salário mínimo, aprovada em assembleia pelos metalúrgicos, ganhou as ruas e inspirou a Primeira Concentração dos Operários Metalúrgicos. A partir dela, o movimento sindical passou a sofrer violenta repressão policial.


Prisões e Perseguições

Ao mesmo tempo em que concedia algumas benesses para os trabalhadores, o presidente e, logo depois, ditador Getúlio Vargas, tentava atrelar o sindicalismo ao Estado. Para tanto, destituía diretorias eleitas pelos trabalhadores, nomeava interventores nos sindicatos, perseguia e prendia os líderes que resistiam à truculência de seu governo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo não escapou dessas perseguições: uma intervenção no sindicato destituiu, em 1936, a segunda diretoria, presidida por Bernardino da Silva.

Com a implantação do Estado Novo, em 1937, recrudescem o controle, a perseguição e a repressão aos sindicatos. Os sindicatos tornam-se, temporariamente, uma entidade desligada da categoria e isolada dos associados.

Além da ditadura Vargas, os metalúrgicos enfrentavam as manobras do empresariado para enfraquecer a categoria. Em 1942, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo pressionava o governo a dividir os metalúrgicos em 14 categorias, com o intuito de diluir a sua força.

O primeiro presidente do sindicato, Vicente Guglielmo, volta à cena para convencer o ministro do Trabalho de que os patrões estavam equivocados. ´”Se não fosse a luta do Vicente pela unificação da categoria, volto a dizer, nosso Sindicato não seria o que é hoje´´, afirmava Dantas”.

Mesmo com o Sindicato controlado pelo governo, e com a presença dos interventores, os metalúrgicos não deixaram de atuar no movimento operário, promovendo manifestações à revelia das diretorias estranhas às suas bases. “Os sindicatos ligados ao Ministério do Trabalho do governo Vargas tinham tudo; aos que se opunham às alianças com o governo restavam-lhes as perseguições policiais”, recordava Dantas.

A partir de 1945, com o fim da ditadura Vargas e a redemocratização do País, voltam às greves, os dissídios coletivos e a luta contra os dirigentes sindicais ainda herdeiros do Estado Novo, conhecidos como pelegos. Mas as coisas continuaram difíceis. Só em 1951, quando a oposição vence as eleições governamentais e quando as forças políticas do País voltam a se organizar é que o Sindicato reassume com força a luta pelos interesses dos trabalhadores.


Armando Suffredini, Paulinho, Dantas e Joaquinzão:
a presença do Sindicato nos principais momentos históricos do País.


Greve Histórica

Durante os governos militares, líderes sindicais foram parar na cadeia, na clandestinidade e no exílio. Em 1964, toda a diretoria foi cassada e o Sindicato ficou sob intervenção. Mas os metalúrgicos nunca desistiram de lutar pela redemocratização do País. Só depois de 1978 é que os sindicatos voltam a respirar.

A liderança dos metalúrgicos de São Paulo nas mobilizações operárias ganha relevo na década de 50. O País consolidava a retomada da democracia, mas os trabalhadores continuavam a sofrer a repressão policial e patronal. Em 1953, por exemplo, uma greve por melhores salários foi reprimida com violência pela polícia de Getúlio Vargas. Foi uma greve histórica, com pancadaria e muitas prisões.

Cronologia do movimento dos metalúrgicos:
No 16° dia da greve, o Tribunal Regional do Trabalho deu parecer favorável aos dissídios dos metalúrgicos, mas os metalúrgicos continuaram em greve de solidariedade aos companheiros que estavam presos.

No 22° dia, o presidente Getúlio Vargas resolveu libertar todos os presos, à exceção de Antônio Pavani, acusado de ser comunista. Os metalúrgicos não recuaram e continuaram a paralisação. Pressionado, Getúlio Vargas foi obrigado a mandar o DOPS soltar o companheiro. Foi uma festa. Cerca de mil operários acompanharam Pavani em passeata, até o hipódromo Mooca. A vitória dos metalúrgicos foi completa: a greve acabou e nenhum trabalhador foi demitido.”

Até 1957, o Sindicato tinha uma estrutura bem menor que sua importância no movimento operário. Os diretores da entidade tinham dificuldade para pagar as despesas do Sindicato – até condução. O País, no entanto, vivia o período de euforia democrática e desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, e o sindicalismo não sofria perseguições do governo.


Nova Ditadura

O Sindicato dos Metalúrgicos continuou crescendo em tamanho e importância até o golpe militar de 1964, quando as entidades sindicais voltaram a ser perseguidas. Como no Estado Novo, o governo interveio nos sindicatos, prendeu os dirigentes mais combativos do País, dissolveu as diretorias legitimamente eleitas pelos trabalhadores, nomeou interventores e voltou a reprimir com violência os movimentos grevistas.

“Nos governos militares, a situação ficou terrível e o Sindicato foi esfacelado” analisava Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão, que por oito vezes foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. “Toda a diretoria do Sindicato foi cassada pelo golpe militar de 1964, sob a acusação de militância partidária, e todo nosso esforço foi no sentido de resistir e livrar o Sindicato da intervenção.”

Joaquinzão, que dirigiu o sindicato durante todo o período da ditadura militar, lembrava que, com a repressão, pouca coisa ou quase nada se podia fazer. “Principalmente depois do AI-5, quando todas as garantias constitucionais foram suspensas, o sindicalismo foi desarticulado pela repressão, que impedia a organização dos trabalhadores, as greves e até as reuniões intersindicais.”

Durante e ditadura, os mais expressivos líderes sindicais estavam na cadeia, no exílio ou na clandestinidade. “Muitos foram presos e tiveram suas casas vasculhadas”, contava Joaquinzão.

Foram anos negros para o sindicalismo brasileiro, mas o Sindicato dos Metalúrgicos continuou a resistir. Os sindicatos só voltaram a respirar depois de 1978, quando os trabalhadores começam a se organizar novamente, a enfrentar o governo e a fazer greves. “Em 79, fizemos uma greve de 10 dias nas grandes empresas e conseguimos realizar, pela primeira vez, uma negociação coletiva”, lembrava Joaquinzão. Neste ano, o movimento sindical brasileiro inaugura uma nova fase.

Apesar da repressão desencadeada pelo golpe militar de 1964, que desarticulou o movimento sindical brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo exerceu um papel fundamental na luta pela redemocratizacao do Pais. Ele esteve presente, por exemplo, nas históricas campanhas pela anistia, pela realização de eleições livres para os governos estaduais e para a Presidência da República , pelas conquistas sociais na Assembléia Constituinte de 1988, e pela moralização da política.

Em todos estes momentos, o Sindicato contou com a atuação destacada de Luiz Antônio Medeiros, que já havia participado da greve de 1979 e despontou como uma influente liderança sindical na greve geral de 1983, a primeira manifestação unitária e organizada dos trabalhadores depois do golpe militar.



Da primeira diretoria à gestão de Luiz Antônio Medeiros, o Sindicato vem se fortalecendo e consolidando sua força.
A eleição de Medeiros
Com a eleição de Medeiros para as gestões de 1987 e 1990, o Sindicato continuou a ser o carro-chefe de várias conquistas para os metalúrgicos de São Paulo, como a concessão de cestas básicas – benefício estendido a outras categorias -, aumentos reais de salários, recuperação das perdas salariais, valorização dos aposentados, condições mais dignas de trabalho e a luta por medidas econômicas e políticas que promovessem a redistribuição de renda.
Segundo o ex-presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, Luiz Antônio de Medeiros foi o principal responsável pela organização de base nas fábricas e pela criação das assessorais da diretoria e dos delegados sindicais. A estrutura da entidade modernizou-se para dar suporte a organização dos trabalhadores, com a aquisição de carros de som, a reformulação gráfica e do sistema de comunicação do Sindicato com suas bases e com o público externo.
O Sindicato também aumentou seu patrimônio nas gestões de Medeiros, com a construção das subsedes da Lapa, Tucuruvi e Itaquera, a reforma da Colônia de Férias de Praia Grande, a reforma do Sítio de Mogi das Cruzes, e principalmente, com a conclusão do Palácio do Trabalhador, a soberba sede-escola.

  A eleição de Paulinho
Com a desincompatibilização de Medeiros e sua posterior dedicação exclusiva à presidência da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, assume o seu lugar na presidência do maior Sindicato da América Latina, com a experiência de anos de luta nas fábricas, conhecendo a fundo a estrutura sindical e dando continuidade à política de luta e negociações, firmeza de princípios e diálogo responsável com os empresários e governo no caminho permanente que possibilite a conquista de melhores condições de vida, trabalho, dignidade e bem-estar para o nosso povo.
Paulinho, eleito presidente do Sindicato para o quadriênio 1997-2001, é um líder sindical comprometido com as causas da categoria e dos trabalhadores de um modo geral, um sindicalista ouvido e respeitado pelos empresários, governo, intelectuais e representantes de outros setores da sociedade. Voz respeitada por seu equilíbrio e bom senso, Paulinho continua colocando o Sindicato na vanguarda da luta pela modernização do País, único caminho para romper os grilhões que amarram o Brasil ao passado e para construir as bases de uma sociedade pluralista, justa, próspera e competitiva.

  Presidente interino
Com a decisão de Paulinho de licenciar-se do Sindicato para dedicar-se exclusivamente à Força Sindical, o ex-vice-presidente Ramiro de Jesus Pinto assume interinamente a presidência do Sindicato, em abril de 2001.
Ramiro entrou para o Sindicato em agosto de 1987 como 2º suplente de diretoria. Em agosto de 90, foi eleito 1º suplente, e reeleito no cargo em agosto de 93. Em 97, foi eleito 1º vice-presidente.

Eleno Bezerra presidente
Em outubro de 2002, Paulinho reassume a presidência do Sindicato, dando impulso à campanha salarial que garante a reposição salarial da categoria e outros direitos. Em seguida, com a virada das eleições presidenciais, volta a dedicar-se exclusivamente à Força Sindical, tendo em vista as mudanças previstas com as reformas estruturais e o peso da central nesse contexto. No seu lugar, em 29 de janeiro de 2003, assume Eleno José Bezerra, secretário-geral e militante da categoria desde 1975.
Eleno assume com o apoio da diretoria e é referendado no 10º Congresso dos Metalúrgicos, realizado em março/03.Tendo como desafio dar continuidade à luta pelos direitos trabalhistas, mobilizar os trabalhadores para o debate das reformas (previdenciária, tributária, trabalhista, sindical) e aproximar o sindicato da base, Eleno organiza o 10º Congresso da Categoria Metalúrgica, a campanha emergencial de salários, diante do aumento da inflação; encontros de trabalhadores e também de empresários para discutir uma frente contra a recessão e o desemprego e encaminhar e cobrar do governo medidas para impulsionar a economia, a produção, como a redução das taxas de juros e, assim, gerar empregos. Eleno realizou encontros de delegados sindicais e de cipeiros e esteve diariamente nas portas de fábricas, em assembleias, conversando com os trabalhadores.
Por sua atuação, Eleno se destacou como um dos representantes mais ativos da entidade, motivo pelo qual foi um dos dirigentes mais procurados para participar de debates e palestras sobre vários temas, entre eles, Previdência Social, redução da jornada de trabalho, legislação trabalhista, contrato de trabalho.Em dezembro de 2004, nas eleições sindicais, Eleno Bezerra foi eleito presidente do Sindicato, com 96,2% dos votos.Em 2005, coordenou novamente a campanha salarial que levou à conquista de mais aumento real de salário para a categoria. Nos dois anos de mandato como presidente do Sindicato, as duas campanhas salariais que conduziu conquistou um aumento real global (acima da inflação) de 7%.Por sua militância e ações políticas, em 27 de outubro de 2005, Eleno foi eleito, por unanimidade, presidente da CNTM, confederação filiada à Força Sindical que reúne 150 sindicatos e federações de metalúrgicos, que representam 1,2 milhão de trabalhadores no País.À frente da entidade, vinha promovendo diversas ações, entre elas, seminários, encontros, cursos de formação de dirigentes visando a unificação da categoria metalúrgica em âmbito nacional e o fortalecimento das entidades.

Em 2007, Eleno Bezerra coordenou a Campanha Salarial  que garantiu um reajuste salarial de 7,45%, com 2,6% de aumento real, e novos benefícios à categoria – um dos melhores acordos salariais do País.

Em 2008, vinha coordenando a Campanha Salarial da categoria metalúrgica, mas um triste fato interrompeu sua trajetória sindical vitoriosa e ainda muito promissora. Eleno Bezerra morreu aos 52 anos, na tarde de sábado do dia 20 de setembro de 2008, vítima de acidente de carro na rodovia Fernão Dias.


  Miguel Torres presidente
Em 22 de setembro de 2008, Miguel Eduardo Torres, até então secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e Diretor Nacional da Força Sindical, assume a presidência do Sindicato, com apoio unânime da diretoria da entidade e da direção da central. Nas eleições para a nova diretoria do Sindicato, realizadas nos dias 9, 10 e 11 de dezembro de 2008, Miguel Torres foi confirmado como presidente, pela Chapa 1, obtendo 52.357 votos, o que representa 96,3% dos votos válidos.
Ativista sindical desde 1979, Miguel esteve sempre à frente nas lutas e conquistas da categoria metalúrgica. Em 1998, coordenou a Campanha de Arrecadação e Distribuição de Alimentos aos Irmãos Nordestinos (campanha contra a fome) e, em 2000, coordenou, junto com o então deputado federal Luiz Antonio de Medeiros e o companheiro Paulinho da Força, a vitoriosa Marcha para Brasília pelo pagamento das perdas do FGTS e pelo aumento do salário mínimo.
Em 2002, foi membro titular do Conselho Nacional da Assistência Social (CNAS). Ajudou a promover a Campanha Salarial Emergencial, em 2003, junto com Eleno Bezerra, coordenou os Cursos de Formação de Delegados Sindical, entre outras ações de aproximação do Sindicato com a base, mobilização da categoria e fortalecimento da entidade.Miguel foi suplente de diretoria, 3º vice-presidente e, desde 2003, ocupava a secretaria-geral do Sindicato. Também foi e continua sendo um dos coordenadores do evento do 1º de Maio – Dia do Trabalhador – da Força Sindical.Em 2007, junto com Eleno, coordenou a campanha salarial que garantiu um reajuste salarial de 7,45%, com 2,6% de aumento real e novos benefícios. Um dos melhores acordos salariais do País.Também foi um dos coordenadores da 4ª Marcha dos Trabalhadores para Brasília por Mais e Melhores Empregos; da 5ª Marcha pelo Desenvolvimento e Valorização do Trabalho, e, em 2009, da 6ª Marcha pela jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, valorização do salário mínimo, trabalho decente para todos, ratificação das Convenções da OIT 151 (negociação no serviço público) e 158 (contra a demissão imotivada).Em 2008, Miguel Torres comandou a Campanha Salarial que garantiu reajustes salariais de 10,34% a 10,99%, com aproximadamente 3% de aumento real e renovação de todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva. Novamente, um dos melhores acordos salariais do País.

Em 2009, liderou a também vitoriosa Campanha Salarial, com reposição da inflação, aumento real, aumento dos pisos, renovação das cláusulas sociais e novos direitos.

No balanço das realizações e conquistas do Sindicato em 2009, destaque ainda para o 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, realizado nos dias 17, 18 e 19 de junho.

Em 2010, o presidente do Sindicato continuou a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, para gerar emprego e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora, e pelo trabalho decente, além de novamente liderar a Campanha Salarial e conquistar para a categoria metalúrgica o aumento real nos salários.

Também esteve à frente da organização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, que reuniu mais de 20 mil líderes sindicais e trabalhadores no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para aprovar o documento Agenda da Classe Trabalhadora para um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho.

No início de 2011, Miguel Torres teve expressiva atuação na mobilização por um reajuste maior para o salário mínimo, pela correção da tabela do Imposto de Renda e por um reajuste digno para os aposentados. Junto com a diretoria, entregou à categoria metalúrgica, no início de março, o moderno e confortável Centro de Lazer da Família Metalúrgica em Praia Grande, que foi todo reformado.

Após a realização do Seminário de Planejamento do Sindicato, colocou em prática as seguintes bandeiras de lutas de 2011: formação de novos departamentos para questões específicas da categoria (Mulher, Juventude, Memória Sindical, Segurança e Saúde e Esporte); valorização dos salários com aumento real; jornada de 40h semanais; estabilidade para o delegado sindical; fim das demissões imotivadas; a regulamentação da terceirização; licença-maternidade de 180 dias para toda a categoria, entre outras reivindicações dos trabalhadores.

Em 1º de dezembro de 2011, Miguel Torres foi eleito presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), ligada à Força Sindical.

Seu objettivo é continuar a mobilização da categoria metalúrgica e apoiá-la em todas as suas ações, defendendo o emprego, o trabalho decente, a redução da jornada de trabalho e a ampliação dos direitos trabalhistas.

Outra luta fundamental que está sendo levada adiante por Miguel Torres, como presidente da CNTM, é a implantação do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho para reduzir as diferenças salariais e sociais entre os trabalhadores metalúrgicos em diferentes regiões do País.

Em 2012, Miguel Torres organizou e participou dos atos do movimento Grito de Alerta, que reuniu trabalhadores, sindicalistas e empresários para exigir do governo uma política industrial efetiva para o País, redução dos juros e mudanças no câmbio, para alavancar a economia, proteger o parque produtivo nacional e acabar com a onda desenfreada de importações.

Coordenou a vitoriosa Campanha Salarial de 2012 para os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes com aumento real e mais benefícios e teve expressiva participação na retomada da luta unificada contra o Fator Previdenciário.

Nas eleições para a nova diretoria do Sindicato, realizadas nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2012, Miguel Torres foi reeleito presidente, pela Chapa 1, obtendo 97,23% dos votos válidos.

Lutas e conquistas de 2013

À frente do Sindicato, Miguel Torres liderou a categoria metalúrgica em 2013 na vitoriosa campanha salarial, que garantiu o 10º ano de aumento real consecutivo, e participou das inúmeras ações do movimento sindical unificado em defesa da pauta trabalhista, pela redução da jornada de trabalho, contra as terceirizações e contra o fator previdenciário.

Foi eleito vice-presidente da Força Sindical no 6º Congresso da central, realizado em 2009, e reeleito no 7º Congresso, em 2013. Em 28 de outubro de 2013, assumiu a presidência da Força Sindical.

Comentários