
A Comissão da Anistia do Ministério dos Direitos Humanos declarou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes anistiado, pediu desculpas em nome do Estado Brasileiro pelas atrocidades cometidas pela ditadura (1964-1985) e agradeceu a entidade pelas lutas de resistência que contribuíram para a redemocratização do País.
A declaração ocorreu nesta quinta, 2 de julho de 2026, em Sessão Plenária Especial da Comissão de Anistia, em Brasília/DF, no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
O requerimento foi analisado pelo plenário de Conselheiros e Conselheiras da Comissão de Anistia. Prudente José Silveira Mello foi o Conselheiro Relator.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e o presidente da entidade, Miguel Torres, foram representados por Geraldino dos Santos Silva, diretor do Sindicato e da Força Sindical. Também presentes: João Carlos Gonçalves, o Juruna, diretor do Sindicato e secretário-geral da Força Sindical, advogada Ana Lúcia Marchiori, Marcos Períoto, do Ministério do Trabalho e Emprego, Ubiraci Dantas, ex-diretor do Sindicato e dirigente da CTB, e dirigentes sindicais de entidades filiadas em Brasília à Força Sindical.
Geraldino relatou passagens da repressão sofrida pelo Sindicato, pelos líderes sindicais e trabalhadores metalúrgicos, lembrou os companheiros mortos e torturados, enalteceu a participação da entidade nas lutas de resistência à ditadura e pela redemocratização do País, pela anistia (1979), pelas diretas, já! (1984), pela Constituição Cidadã de 1988 e pela defesa do Estado Democrático de Direito. “Nosso povo e a nossa categoria metalúrgica sofreram muito, companheiros morreram ou, torturados nos porões da ditadura, sobreviveram, alguns com sequelas físicas e psicológicas graves. Ditadura, nunca mais!”
Confira na íntegra a Sessão Plenária:
https://www.youtube.com/live/GxYfEpj1O4k









