Miguel Torres critica juros altos

Miguel Torres

O presidente Miguel Torres (Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes) considera tímida e insuficiente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em apenas 0,25% ao ano. Confira o conteúdo da nota oficial da Força Sindical:

“A Força Sindical avalia que havia espaço para um corte mais expressivo e destaca que o início do ciclo de redução ocorreu com atraso. Com a decisão, a Selic recuou de 14,75% para 14,50% ao ano, patamar ainda elevado.

Ao manter os juros em níveis altos, o Banco Central impõe um obstáculo significativo ao desenvolvimento econômico do País. A Força Sindical reafirma que seguirá mobilizada contra o que classifica como juros extorsivos, incompatíveis com a retomada do crescimento.

A política monetária adotada nos últimos anos produz efeitos nocivos à economia, pois restringe investimentos, freia a produção e compromete a geração de empregos e renda.

Juros elevados encarecem o crédito em todo o sistema financeiro, penalizando diretamente famílias e empresas.

Além disso, ressaltamos que o alto nível de endividamento das famílias brasileiras está diretamente relacionado ao custo elevado do dinheiro, como consequência da manutenção prolongada de taxas básicas elevadas.

Nesse cenário, a manutenção de juros altos restringe o acesso ao crédito, favorece margens financeiras elevadas do setor bancário e sinaliza desaceleração da atividade produtiva, em desacordo com as necessidades reais do País”.

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical